sexta-feira, 18 de julho de 2014

O poder daquilo que não é dito

Segundo o economista Michael Hudson:


 "O modo como uma sociedade define as relações econômicas e seus termos determina quem as controla. A terminologia serve para 'enquadrar' o modo como as pessoas percebem as relações econômicas. O que não é  dito ou intelectualmente transmitido, portanto, muitas vezes é tão importante quanto o que é dito." 


Michael Hudson, ao esmiuçar os conceitos da economia contemporânea, acaba por revelar uma verdade universal. A indefinição e a não regulamentação de assuntos tidos como 'delicados' faz com que grupos vulneráveis sofram as consequências. É o que ocorre no Brasil quanto ao aborto. Enquanto vários países do hemisfério norte permitem a interrupção da gravidez nas primeiras semanas, aqui não ocorre o mesmo. Inúmeras mulheres brasileiras morrem em clínicas de aborto clandestinas ou nos postos de saúde devido a procedimentos artesanais. Tudo seria diferente se houvesse legislação e políticas públicas que tutelassem essas mulheres.

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